Notícias TST TST – Viação é condenada por não fornecer condições de trabalho para motorista e cobradores por Gisele Lima 20 de março de 2024 20 de março de 2024 29 20/03/24 – Por maioria, a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento ao recurso da Viação Torres Ltda., de Belo Horizonte (MG), contra a condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo de R$ 200 mil. Segundo o colegiado, a empresa de transporte coletivo deixou de observar a norma que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.Pontos de controleA ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em março de 2016, para obrigar a empresa a garantir que motoristas e cobradores tivessem condições mínimas de conforto e higiene quando utilizassem os Pontos de Controle (PC). Os PCs são pontos de apoio onde há o controle dos horários de partida da linha, a parada e o estacionamento dos veículos e de seus operadores. Também é o local onde os trabalhadores passam os intervalos intrajornada, usam as instalações sanitárias e fazem suas refeições. IrregularidadesEntre as irregularidades apuradas pelo órgão de fiscalização, os pontos não forneciam água potável em todos os locais de trabalho nem material para limpeza e secagem das mãos no lavatório. As instalações sanitárias também não eram higienizadas regularmente e não forneciam privacidade. Ainda, segundo os fiscais, não havia local para refeições ou equipamento para aquecê-las.Sem dano à sociedadeEm defesa, a Viação disse que em momento algum foi demonstrado o efetivo dano para a coletividade e que o fato não era grave o suficiente para presumir que sua repercussão negativa para o grupo ou a sociedade. Para isso, deveria haver prova robusta do dano sofrido pelas vítimas. ConcessãoA empresa sustentou ainda que a instalação dos PCs nos trajetos é estabelecida pelo poder público. “As linhas de transporte coletivo decorrem de concessão do município de Belo Horizonte, e a empresa não tem a livre disponibilidade de suas ações”, argumentou. DignidadeSegundo o ministro Dezena da Silva, relator do caso no TST, o empregador deve observar as disposições contidas na Norma Regulamentadora (NR) 24 do Ministério do Trabalho, que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho na área de transporte coletivo. Dessa forma, a Viação deve fornecer instalações sanitárias adequadas e água potável nos pontos finais e terminais rodoviários. “São condições mínimas de trabalho, cuja não observância ofende, de forma cabal, a dignidade do empregado”, concluiu.A decisão foi unânime.Processo: Ag-AIRR-10310-58.2016.5.03.0111Fonte: Portal do TST Ação ColetivaAusência de condições mínimas de conforto e higieneDano moral ColetivoMotorista de transporte coletivo 0 comentário 0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegram publicação anterior TRT 18 – Transportar ou pernoitar em caminhão com valores oriundos de vendas não configura dano moral próxima publicação TST – Mantido reconhecimento de grupo econômico por coordenação em contrato iniciado antes da Reforma Trabalhista Confira também TST – Montador será indenizado por acidente de... 13 de julho de 2024 TST – Ex-genro de dono de loja prova... 8 de julho de 2024 TST – Usina é condenada por irregularidades na... 30 de junho de 2024 TST – Bancária que sofreu retaliação por propor... 30 de junho de 2024 TST – Fabricante de computadores não tem de... 10 de junho de 2024 TST – Gerente de agência de correio com... 8 de junho de 2024 TST – Rede de lojas é condenada a... 30 de maio de 2024 TST – Vendedora consegue anular pedido de dispensa... 30 de maio de 2024 TST – Suspensão de prazos durante a pandemia... 30 de maio de 2024 TST – Auxiliar administrativa será indenizada por uso... 30 de maio de 2024 Deixar um comentário Cancelar resposta Salvar meu nome, email e site neste navegados para meu próximo comentário.