Notícias TST TST – Bancária que frequentava uma academia de crossfit, demitida por justa causa durante auxílio-doença, não consegue reintegração por Gisele Lima 3 de maio de 2024 3 de maio de 2024 33 30/4/2024 – A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho afastou a ordem de reintegração de uma bancária despedida por justa causa pelo Santander durante o auxílio-doença. Para o colegiado, diante da controvérsia dos fatos narrados, não é possível concluir que ela tem direito líquido e certo à reintegração sem uma análise mais aprofundada das provas, o que impede a concessão da medida por meio de mandado de segurança.Doença osteomuscular x crossfitSegundo o banco, a empregada foi dispensada após o departamento de recursos humanos receber uma denúncia de que, embora afastada do trabalho pelo INSS em razão de doença osteomuscular nos braços, ela fazia faculdade de medicina em outra cidade e frequentava uma academia de crossfit, conforme fotos retiradas de suas redes sociais.Contra a demissão, ela entrou com um mandado de segurança requerendo a reintegração imediata no emprego. Reintegração concedidaO juízo de primeiro grau deferiu a reintegração, e o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (PB) manteve a decisão. Para o TRT, o fato de a trabalhadora estar cursando medicina enquanto recebia benefício previdenciário não seria suficiente para caracterizar falta grave, e seu histórico médico demonstraria direito líquido e certo à reintegração no emprego e ao restabelecimento do plano de saúde.Direito depende de provasPrevaleceu, no julgamento, o voto do ministro Amaury Rodrigues no sentido de que não é possível discutir, no mandado de segurança, questões relativas à caracterização da justa causa. Segundo ele, esse tipo de ação exige a existência de provas concretas e de um direito facilmente perceptível para que se possa concluir facilmente pela procedência do pedido de reintegração. No caso, porém, as alegações da empresa e da empregada, ainda não demonstradas, impedem a constatação do direito líquido e certo da empregada à reintegração sem uma análise aprofundada das provas.Voto vencidoA relatora do recurso do banco, ministra Liana Chaib, ficou vencida ao entender que a questão jurídica se limitava a definir se os motivos que levaram o banco a aplicar a justa causa estavam de acordo com as hipóteses previstas no artigo 482 da CLT. Para ela, as condutas relatadas não demonstrariam, por si só, a correção da rescisão por justa causa. Seguiram seu voto a desembargadora convocada Margareth Rodrigues Costa e o ministro Sergio Pinto Martins.Processo: ROT-1227-71.2022.5.13.0000Fonte: Portal TST. Imagem: Canva Doença ocupacionalJusta causaReintegração 0 comentário 0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegram publicação anterior TRT 2 – REDE DE DROGARIAS É CONDENADA PELA PRÁTICA DE RACISMO RECREATIVO CONTRA ATENDENTE DE LOJA próxima publicação TST valida geolocalização como prova digital de jornada de bancário Confira também TST – Montador será indenizado por acidente de... 13 de julho de 2024 TST – Ex-genro de dono de loja prova... 8 de julho de 2024 TST – Usina é condenada por irregularidades na... 30 de junho de 2024 TST – Bancária que sofreu retaliação por propor... 30 de junho de 2024 TST – Fabricante de computadores não tem de... 10 de junho de 2024 TST – Gerente de agência de correio com... 8 de junho de 2024 TST – Rede de lojas é condenada a... 30 de maio de 2024 TST – Vendedora consegue anular pedido de dispensa... 30 de maio de 2024 TST – Suspensão de prazos durante a pandemia... 30 de maio de 2024 TST – Auxiliar administrativa será indenizada por uso... 30 de maio de 2024 Deixar um comentário Cancelar resposta Salvar meu nome, email e site neste navegados para meu próximo comentário.