{"id":2643,"date":"2024-01-11T13:45:35","date_gmt":"2024-01-11T17:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fontetrabalhista.com.br\/?p=2643"},"modified":"2024-07-17T16:28:55","modified_gmt":"2024-07-17T19:28:55","slug":"tst-vigilante-patrimonial-de-municipio-consegue-adicional-de-periculosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/2024\/01\/11\/tst-vigilante-patrimonial-de-municipio-consegue-adicional-de-periculosidade\/","title":{"rendered":"TST &#8211; Vigilante patrimonial de munic\u00edpio consegue adicional de periculosidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o munic\u00edpio de Tiangu\u00e1 (CE) a pagar o adicional de periculosidade a um vigilante patrimonial p\u00fablico. De acordo com o colegiado, a legisla\u00e7\u00e3o considera a atividade perigosa e n\u00e3o exige que o vigilante tenha de usar arma e ter registro na Pol\u00edcia Federal para receber a parcela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Vigil\u00e2ncia de patrim\u00f4nio p\u00fablico&nbsp;&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalhador fazia a vigil\u00e2ncia de bens p\u00fablicos de Tiangu\u00e1&nbsp;e&nbsp;argumentou na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista que&nbsp;estava sujeito ao&nbsp;risco&nbsp;de&nbsp;viol\u00eancia. Na a\u00e7\u00e3o, pediu o pagamento de adicional de periculosidade correspondente a 30% do sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como prova, apresentou Laudo T\u00e9cnico de Condi\u00e7\u00f5es Ambientais do Trabalho (LTCAT), elaborado pelo pr\u00f3prio munic\u00edpio em outro processo, com a conclus\u00e3o de que vigia tem direito a esse adicional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Atividade sem risco<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua defesa, o munic\u00edpio alegou que o exerc\u00edcio do cargo de vigilante patrimonial n\u00e3o exp\u00f5e o empregado a qualquer risco. Sustentou, ainda, que &#8220;a&nbsp;atividade sequer exige a utiliza\u00e7\u00e3o de instrumento de prote\u00e7\u00e3o pessoal ou de terceiros ou mesmo algum treinamento espec\u00edfico para o desempenho da fun\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Adicional de 30%<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base no laudo, o ju\u00edzo da Vara do Trabalho de Tiangu\u00e1 (CE) julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade em percentual de 30%, tendo como base de c\u00e1lculo o sal\u00e1rio do vigilante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Exig\u00eancias espec\u00edficas<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 7\u00aa Regi\u00e3o (CE) negou o adicional ao analisar recurso do munic\u00edpio. O TRT considerou que o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de&nbsp;vigilante,&nbsp;enquadrada&nbsp;como atividade perigosa segundo a NR-16 (norma regulamentadora que define os procedimentos para o pagamento do adicional de periculosidade dos trabalhadores), depende do preenchimento de uma s\u00e9rie de requisitos, como a aprova\u00e7\u00e3o em curso de forma\u00e7\u00e3o e em exames m\u00e9dicos, a aus\u00eancia de antecedentes criminais, bem como o pr\u00e9vio registro no Departamento de Pol\u00edcia Federal (artigos 16 e 17 da Lei 7.102\/1983).&nbsp;\u201c<em>N\u00e3o se tem not\u00edcia nos autos de que o vigilante fa\u00e7a uso de arma de fogo, nem que tenha sido submetido a curso de forma\u00e7\u00e3o ou mesmo preenchido os demais requisitos previstos na Lei 7.102\/83<\/em>\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Atividade perigosa&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve recurso do vigilante ao TST, e a Sexta Turma deu provimento ao apelo&nbsp;para restabelecer a senten\u00e7a que determinou o pagamento do adicional de periculosidade. Os ministros entenderam que as exig\u00eancias&nbsp;se aplicam&nbsp;a&nbsp;empregados de empresas de seguran\u00e7a privada, conforme o Anexo 3 da NR-16.&nbsp;Pontuaram ainda que o texto da norma&nbsp;inclui, entre as&nbsp;atividades perigosas, aquelas exercidas por empregados contratados diretamente pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Direta ou Indireta&nbsp;que atuam na seguran\u00e7a patrimonial ou pessoal, sem demandar o cumprimento dos mesmos requisitos da seguran\u00e7a privada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o colegiado registrou a exist\u00eancia do&nbsp;Laudo T\u00e9cnico de Condi\u00e7\u00f5es Ambientais de Trabalho emitido pela Prefeitura de Tiangu\u00e1 que previu&nbsp;o direito ao adicional de periculosidade para&nbsp;ocupante do cargo de vigia. \u201c<em>O que corrobora o entendimento de que o trabalhador faz jus ao direito postulado nestes autos<\/em>\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;font-size: 15px\">Processo:&nbsp;<\/span><a data-senna-off=\"true\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;font-size: 15px\" href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=678&amp;digitoTst=10&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=07&amp;varaTst=0029&amp;submit=Consultar\" target=\"\" rel=\"noopener\">RR-678-10.2020.5.07.0029<\/a> (Publicado ac\u00f3rd\u00e3o em 04\/08\/2023)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte: <\/strong>Portal do TST. Acesso em 11\/01\/2024<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o munic\u00edpio de Tiangu\u00e1 (CE) a pagar o adicional de periculosidade a um vigilante patrimonial p\u00fablico. De acordo com o colegiado,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[44],"tags":[90,248,337,371,571],"class_list":["post-2643","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-tst","tag-adicional-de-periculosidade","tag-empregados-de-empresas-de-seguranca-privada","tag-ltcat","tag-nr-16","tag-vigilante"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2643\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/heyo.com.br\/clientes\/fontetrabalhista\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}